Conheça as propostas dos candidatos a prefeitura de São Paulo – SP

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Segue uma boa indicação do programa de governo dos candidatos a prefeitura de São Paulo – SP, Fernando Haddad e José Serra.

http://eleicoes.uol.com.br/2012/sao-paulo/propostas-dos-candidatos/

Fonte: UOL

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Parcialidade na cobertura eleitoral

Na ”guerra suja” eleitoral, o alvo mais atingido é a informação. No caso, a candidata Dilma Rousseff. O segundo turno da eleição à Presidência da República é um vaivém de falsas informações. Para desqualificar um candidato, existe um repertório infalível de temas recorrentes: religião, sexualidade, aborto e escândalos. Some-se a isso, parcialidade da imprensa.

Até duas semanas atrás, Dilma liderava as pesquisas. Era quase certa sua eleição no primeiro turno. Até o ex-presidente FHC jogou a toalha e admitia sua vitória. Contudo, habilmente, o marketing contrário a Dilma entrou em cena. Como? Criou-se uma série de boatos que se espalharam feito vírus pela internet. Resultado: veio o segundo turno.

Neste segundo turno da eleição, o arsenal de mentiras é execrável. Corre por aí que a Dilma é homossexual. Pronto, muitos eleitores desavisados deixaram de votar nela. O disparate é que a candidata é avó e está casada há mais de 30 com o mesmo homem.

Outra balela: a candidata do PT é favorável ao aborto. Qualquer leitor atento sabe que brasileiro é conservador e machista, mais ainda, em se tratando de votar em mulher. Espalhar por aí que alguém é favorável ao aborto é tiro certo. Contudo, raramente ouço alguém dizer das incontáveis mulheres que morrem neste País todos os dias fazendo abortos clandestinos. Em nenhum momento de suas entrevistas, não vi Rousseff defender o aborto. Ao contrário, vejo sua luta pela defesa da vida.

Finalmente, usaram o episódio da Erenice Guerra para atingir Dilma. Aliás, defendo que a ex da Casa Civil, Guerra, deve ser investigada e punida sim caso tenha cometido deslize. Some-se a isso, o acesso indevido à Receita Federal. Também defendo uma punição rigorosa aos culpados.

Tem mais: o candidato da oposição, José Serra, por sua vez não enfrenta os mesmo tipos de ataques que Dilma. Afinal, parte da imprensa é parcial e está ao lado daqueles que representam tão bem seus interesses. No governo Serra, policiais, professores e médicos fizeram greve por causa dos baixos salários e péssimas condições de trabalho. O interessante é que não vejo ninguém falar disso. Recebi incontáveis e-mails apontando falhas de Dilma na Casa Civil, mas não recebi nada contrário ao Serra. Parece que contra ele nada pesa.

Ou seja, temos dois pesos e duas medidas. Pus-me a repensar alguns episódios de sua passagem meteórica pelo governo de São Paulo. Tivemos o confronto sangrento entre policiais civis em greve e militares ocorrido no Morumbi, zona sul da capital, a morte de inocentes por causa das obras do metrô, linha 4 amarela, as inúmeras rachaduras em paredes e estragos em imóveis causados pelas construções de várias estações do metrô e o desabamento no Rodoanel Mário Covas. É lembrar que muita gente perdeu seus imóveis por causa dessas obras e ainda estão alojados vergonhosamente em hotéis. Porque todos eles não foram indenizados?

Tudo isso e muito mais ocorreu no governo Serra. Não podemos esquecer que usou a Prefeitura de São Paulo como trampolim para se tornar governador. Eleito, fez o mesmo esquema para ser presidente da República. Caso seja eleito presidente da República, qual será sua próxima jogada eleitoral? Quanto tempo ficará na Presidência? Anos, meses, dias…

O que não consigo entender é que quem critica Dilma consegue fechar os olhos para estes e outros fatos absurdos ocorridos no governo tucano. Ou melhor, como consegue dormir um sono calmo e tranquilo? Dou uma sugestão. Visite uma escola pública e verifique como estão. Sendo assim, entendo que jornalismo responsável e isento é aquele que informa e deixa que o leitor tire suas conclusões. Afinal, para que serve um jornalismo que mente e manipula as informações conforme lhe convém? Ou melhor, quero o bom jornalismo que está a serviço da sociedade e democracia.

Finalmente, para quem preza a verdade é bom pensar verdadeiramente que interesses está patrocinando. Então, se é para denunciar, que isso seja feito com equidade e justiça para ambos os lados. O que não vale é atirar pedra somente em um lado. Isso é covardia. É o mesmo que atirar no próprio coração. Afinal, quem perde com isso somos nós cidadãos que pagamos impostos abusivos e a democracia! Está escrito: ”aquele que dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra”.

Ricardo Santos é professor de história e jornalista