É pra se pensar…

eleicoes

Acompanho o noticiário com as manchetes que é de nosso conhecimento: Genoíno habilitado para exercer o cargo de deputado federal, mesmo condenado pelo STF; Dirceu procurando a unhas e dentes provar a sua inocência; um ex-presidente que é blindado e que nunca sabe de nada (com razão, pois, é a força motriz do partido que preside e uma denúncia do porte do mensalão cair sobre suas costas seria o começo do fim para o partido vermelho); a oposição procurar uma brecha para tomar o poder nas próximas eleições (articulações não faltam nos corredores do congresso e nos QG’s), todavia, não menos corrupta, a diferença está no foco midiático e na menor fiscalização que ocorreu por parte da polícia Federal e Ministério Público durante o governo FHC.

Por outro lado, temos a população. Vemos o brasileiro (que é o objeto dessa reflexão), frequentemente designado pelo folclore nacional como “sofredor”, mas “batalhador”; “por baixo”, mas que “não desiste nunca” colocar em pauta nas conversas pelas ruas, pelos bares ou no trabalho o quanto que fulano ou ciclano lá em Brasília é corrupto, que não merecia estar lá e não representa a população. O problema é a conversa, somente a conversa fica evidente, não a ação.

Por que eu venho com isso agora? Podem me perguntar algumas pessoas. É apenas uma reflexão? Um desabafo? Uma revolta? Não, é uma “provocação”. Em tempo, desembucho logo o que pretendo dizer.

Bakunin crê que o Sufrágio Universal é um engodo, mas em contra partida podemos pensar: qual seria a solução? Sua teoria parte do princípio que tais representantes nos três poderes simplesmente não atendem aos nossos anseios, nem pelos mais básicos, como saúde, educação, moradia, transporte etc… sim, esses mesmos assuntos que em época de eleições ficam deveras importante para os candidatos. Bakunin nos coloca um simples exemplo do professor e do aluno, ou do pai e filho: por mais que haja um respeito mútuo, amor e liberdade de expressão, sempre haverá a HIERARQUIA. O professor e o pai de família sempre reivindicarão suas posições em primeiro lugar para depois analisar os anseios e desejos do aluno e filho, nunca haverá igualdade.

Enfim, o próprio autor poderá estruturar melhor esse pensamento, a provocação serve como uma faísca a correr pela pólvora. Cabe a cada um saber onde direcionar o rastro.

https://alemdovoto.milharal.org/a-ilusao-do-sufragio-universal-de-mikhail-bakunin/

Anthony Cardoso

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