Nas mãos de Deus

Sempre vemos as questões religiosas colocadas em um pedestal, cada uma com seus valores morais e sendo que todas se dizem digna de ser praticada.

Não podemos misturar as coisas!

De fato, a necessidade de muitos por um amparo sentimental e psicológico levam a ter nas religiões um apoio e para muitos uma resposta as suas aflições. E há muitos que aproveitam desse momento de fragilidade humana para adquirir riqueza, subtraindo de seus seguidores, quantias e bens materiais farsantes todo o recebimento da família.

Isso é vergonhoso!

Seja qual for a sua crença religiosa, apontamos que um deus ou deuses, não precisam de nenhuma riqueza ou bem material. Desafiamos qualquer religião a abrir mão de suas posses terrenas e continuarem a sua prática religiosa. Afinal de contas, não é necessária para deus ou deuses essas coisas mundanas. Como entes divinos podem viver pela onipresença, onisciência e onipotência. À nós, mortais, ficamos com suas intervenções e ações.

A crença sincera é o bastante, não é necessário pagar com bens materiais isso.

Não seja enganado, quem pedir isso em nome de deus ou deuses é uma mentira que não pode ser mantida. Nem 1 centavo para essa mentira!

Contra a exploração e opressão, mesmo que religiosa, lutamos!

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Esse é um texto de um grupo anarquista, o [anarkio.net][1]. Á primeira vista, um cristão poderia criticar veementemente a posição desse grupo, alegando que eles não tem moral e fundamento o suficiente para questionar a prática difundida nas igrejas do nosso mundo moderno. Porém, (com exceção daqueles que não querem abrir os olhos para os fatos – muito menos para o evangelho) não há como negar a lucidez com que analisaram a problemática da teologia da prosperidade, que arranca o conteúdo cognitivo dos fiéis com fins de acumular cada vez mais os lucros, um dos princípios primários do capitalismo. Roubam seu dinheiro e só não digo que roubam seu espírito pois eles não precisam disso; só a fantasia de bem estar colocada pelos líderes é mantida, transformando-se em um vazio que cedo ou tarde o indivíduo percebe.

É triste ver que essa clara visão não parte dos cristãos e sim daqueles que se propuseram a estudar um pouco mais e sempre questionar, sempre usar a palavra “por que?”, uma palavra que traz medo naqueles que veem o risco de seu status quo ir por água abaixo. A visão da verdade é assaz perigosa nas mãos de quem não sabem conduzi-la ou poderosa demais para aqueles que a usam para fins próprios.

Enquanto houver a soberania da mentalidade tacanha da grande liderança religiosa, totalmente combinada com o atual modo de produção, conectada com a crescente promessa de felicidade e ataraxia pelo acúmulo de bens materiais, as pessoas continuarão a viver nesse paradoxo de solidão e de constante confusão, gerando a busca infinita pelo descanso e prazer individual.

Independentemente da ideologia, não podemos deixar de prestar atenção na mensagem. Ela é válida e desafiadora.

Anthony Cardoso

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[1]Disponível em: http://anarkio.net/

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